Logo

Flor da Agulha

Para fazer frente à crise económica que atravessava o país, e à carência de oportunidades de trabalho feminino, 10 mulheres da Serra do Caldeirão, no Algarve, constituíram em 1986, a Oficina Artesanal Flor da Agulha. Estas artesãs começaram então a produzir as suas bonecas de juta. A perfeição com que são feitas, logo as tornou famosos. Outros artesãos da região, com elas colaboram no fabrico dos utensílios tradicionais que acompanham as bonecas.
As Bonecas de juta são na sua maioria figuras femininas, inspiradas na vida da aldeia de Martinlongo, de tal forma que delas dizem as artesãs que são “bonecos que contam vidas”. Feitas de juta, mais conhecida por serapilheira, à excepção do esqueleto feito em arame, estas bonecas reproduzem em pormenor elementos do corpo e do modo de vestir das pessoas que lhes deram o nome. Exemplo: a Ti Zefa da Lenha é retratada com bengala e o corpo ligeiramente inclinado para a frente. Todas as bonecas têm a fazer de pé um apanhado na bainha do vestido, que lhes dá o dinamismo do movimento, e a cabeça é adornada com chapéus, lenços ou cabeços, sempre em fio de juta, apanhados em puxo. Muitas das bonecas empunham utensílios agrícolas ou domésticos que ajudam a identificar as actividades que representam.